8.9.02

A Vida é Bela

Com certeza o melhor filme que já vi! E bem na frente dos próximos. O Begnini é um cara espetacular como diretor e como ator, ele conseguiu criar um clima "bonitinho" no filme, onde a morte dele passa despercebida perto das situações que ele criou de felicidade pro Giosué, que, por ter o pai fantástico Guido, passou pelos campos de concentração do nazismo feliz e se divertindo, e mais importante, vivo. Arrepiei 4 vezes no filme, sendo que na última vez durou uns 30 segundos, desde a hora que o Giosué faz a cara de "vi o carro armado" até a hora que ele grita "é vero!". E essa arrepiada foi até as pernas. Que garotinho demais! Que diretor demais!

Nota: 10,0 perfeito, Nádia Comanece

6.9.02

Cidade de Deus

O filme é muito bom mesmo. É um filme nacional de extremo alto nível, que foi dirigido por um cara muito bom. Conta a história de como começou e como é atualmente o tráfico na favela "Cidade de Deus", no Rio de Janeiro. O diretor usa recursos de voltar no tempo e explicar como aconteceu a história dos personagens, que me fez lembrar "Jogos, trapaças e dois canos fumegantes". A parte que mostra uma realidade ficou muito boa, e o filme contém muitas cenas chocantes, onde o público do cinema ficou grilado e não falou mais nada, após ver algumas cenas! Recomendo muito, e com certeza está no meu Top 10!!

Nota: 10,0

4.9.02

Dessa vez serão 3 filmes que eu indiquei e que não esão na lista.
1- O Baile
Se Passa em um salão de baile. O filme começa no início do século quando todos os frequentadores eram jovens, saudáveis e tinham toda a vida pela frente. Vêm as Grandes guerras e o salão continua ali, vem o tempo, os frequentadores envelhecem mas continuam a acompanhar a história do local, que passa por várias mudanças, sofre com crises, reabre seguindo a moda da época (e os frequentadores permanecem, envelhecendo e morrendo). Pelo que eu me lembre existem pouquíssimos diálogos, talvez nenhum.
É a história de um salão de baile. Com seus frequentadores, seus dramas, amores e mortes.
nota: 7,5
2- Annie Hall
É a história de um novaiorquino neurótico, complicado como o diretor/ator que o representa, Woody Alen. A certa altura da vida ele encontra o amor de sua vida, Annie Hall, eles têm um relacionamento que termina por causa da rotina, tentam voltar algum tempo depois... Aquela história que a gente conhece. A melhor cena que eu vi nesse ano: Woody na calçada de uma avenida movimentada de Nova Iorque, de joelhos, chorando, berrando e fazendo papelão por estar arrependido de ter se separado de sua Annie Hall. Manual de como não ser em sua vida amorosa; Todo muleque deveria assistir esse filme antes de cometer qualquer burrada.
nota: 7,5
3- O Incrível Destino De Amélie Poulin
Filme francês com um trabalho original de fotografia, enredo, figurino e cenário, além de ótimas atuações. Conta a história de uma jovem moça cheia de manias. Na verdade todos os personagens têm manias, muitas manias. Subitamente aquele mundo rotineiro de Amélie se transforma, ela descobre várias verdades sobre as coisas que ela fantasiava e percebe que a realidade é muito melhor que a fantasia. Comédia, drama, comédia, comédia, comédia, comédia, comédia, comédia inteligente (o que é o melhor!). Impossível não se apaixonar pelos personagens.
Esse meu resumo ficou bem viado, não é? Mas o filme é todo meiguinho, vale a pena.
nota: ¡10,00!
Cambada, hoje vou tentar salvar a reputação do meu tio.
Meu Tio
Filme francês, provavelmente da década de 60, que critica o modo de vida dos "moderninhos" - do ponto de vista de um garoto, filho e vítima de um casal que gosta de seguir as tendências da moda -, um tipo bem comum na metade do século XX, com toda aquela divulgação da arquitetura Bauhaus e do modernismo europeu entre-guerras. O filme mostra como todo esse modismo e essa tecnomania pode tornar a vida das pessoas mais comlicada ao invés de facilitar e como as pessoas se tornam insensíveis à poesia presente na vida diária. Contra todo esse modismo está o tio, um homem que anda de bicicleta, tem um emprego que não lhe paga bem, é completamente desacostumado com as novidades do mundo e desastrado. Talvez por isso ele seja tão cômico, poético e muitas vezes gracioso em seu lento ritmo de vida.
Corações gelados, não assistam.
Dou-lhe 9,0.